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CONCLUSIONES I ELAOPA - Brasil 2003
Enviado por admin el Mié, 01/28/2009 - 22:07.
Uma declaração de Princípios
Nos definimos como organizações sociais orientadas pela luta de classes e identidade como povos originais deste continente, com princípios de democracia de base, solidariedade entre os de baixo, luta popular e autonomia dos oprimidos e dos povos originais.
Manter a autonomia frente a partidos políticos, Estado e seus governos,ONGs, empresas, e de todos aqueles que vêm nos dizer o que temos quefazer, com estruturas autoritárias e distantes de nossa realidade.Reivindicamos a autonomia porque é uma ferramenta para realizar nossossonhos.
Fazer ações políticas a partir de nossas organizações sociais com a participação de todas e todos para criar um poder nosso, um Poder Popular.
Juntar nossas mãos e forças para mudar a realidade de desemprego, fome, doenças e um sem fim de carências, porque devemos ter claro que é somente desse modo que podemos vencer a globalização feita pelos ricos. Por isso, devemos resistir, à nossa maneira, a este mal que é comum a todos nós.
Criar resistência, do nosso jeito, através dos valores de nossos povos e tradições culturais.
Conjuntura Latino-Americana
Os de cima que hoje se chamam neoliberais causaram e causam as privatizações, a dívida externa, as más condições de trabalho, violência e destruição de valores, costumes, tradições e riquezas naturais: água, florestas, terra, ervas medicinais, animais, sol, ar, etc. Tudo isto já acontece eficará ainda pior com o Acordo de Livre Comércio das Américas (ALCA). A ALCA destrói a autonomia dos países, cria um espaço territorial dos ricosdo mundo, que fazem da dominação uma lei que não respeita as fronteiras. Os governos que estão negociando a ALCA estão negociando na verdade avida de nossa gente e querem nos convencer que a ALCA é algo que virá para o nosso bem. O Mercado Comum do Sul, o MERCOSUL, representa o fim das fronteiras somente para as empresas e governos, não representa uma união dos povos. As empresas e o governo do Brasil se impõe sobre os demais povos(Argentina, Paraguai, Uruguai), causando ainda mais miséria.
Os Estados Unidos, com a cumplicidade dos governos de nossos países, está minando de militares os nossos povos, desde o México até a terra do fogo, para impor pela força a sua maneira de viver e nos fazer ficar dependentesdeles para tudo. Isto não é passado, é algo que está acontecendo agora com o Plano Puebla Panamá, Plano Colômbia, a base de Alcântara no Brasil, atríplice fronteira Argentina-Brasil-Paraguai, o plano “Dignidade” da Bolívia,entre outros exemplos.As conseqüências da dívida externa em nossos países fazem mais dura a vida da maioria da população, enquanto seguem se beneficiando os de sempre. Não pagar a dívida externa é uma condição para que os povos da América Latina avancem em suas conquistas. Não podemos pagar com nossa miséria por uma dívida que não fomos nós que geramos.(...). Como povos e organizações em luta, cremos ser possível a coordenação e articulação política, técnica, de capacitação, econômica, etc, para enfrentar operigoso inimigo que é a globalização capitalista e sua expressão na América, a ALCA. Porém, devemos combater esse inimigo construindo alternativas práticas e concretas, e não apenas rechaçando-o. Vamos desenvolver a solidariedade entre nós como eixo central neste início, fazendo desde ações em comum simultâneas até ações de apoio às organizações irmãs. Assinam organizações sociais do brasil, bolívia, uruguai, argentina, méxico, chile, colômbia e áfrica do sul.






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